Conselho Latino-Americano de Cultura Viva

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Foto: Rodrigo Bico/Teia da Diversidade

Nesta quarta-feira (3), representantes da Argentina, Chile, Costa Rica, Guatemala, Peru, Bolívia, Equador, Chile, Uruguai, Colômbia, El Salvador e Brasil estiveram reunidos na Funarte de São Paulo (SP) para discutir seu plano de trabalho para a Semana de Cultura Viva Comunitária. O grupo de 20 pessoas é parte do Conselho Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária e se reúne na capital paulista de 2 a 7 de dezembro para promover o intercâmbio e a integração entre os participantes, que simbolizam a diversidade cultural latino-americana.

A primeira reunião do Conselho Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária durante a Semana também iniciou a apresentação do contexto social e político que (des)ampara a cultura comunitária em cada país, por parte dos seus representantes, e das perspectivas para o II Congresso Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária, que será realizado em El Salvador em outubro de 2015. Confira alguns depoimentos concedidos durante o encontro:

“A cultura viva comunitária não veio pra decorar nem colorir a democracia, veio pra transformar a democracia. O que nos une é a vontade de organizar cada vez mais a cultura comunitária nos nossos países. Esse processo está em curso e é apartidário. (...) Um avanço que já conquistamos é que os governos nacionais da América Latina já reconhecem o conceito de Cultura Viva Comunitária”.

Eduardo Balán, Argentina

“O primeiro Congresso Latino-americano, na Bolívia foi marcante. E na Argentina vimos 600 pessoas articuladas num movimento nacional em prol da cultura. Essas mobilizações geram um movimento continental muito potente, que também ecoa em movimentos locais e regionais, e por essa riqueza precisam gerar documentos e outros elementos de memória”.

Ivan Nogales, Bolívia

“Já tivemos como ministros da cultura um militar (...) e um ex-jogador de futebol. O surrealismo político é o nosso contexto”.

Doryan Bedoya, Guatemala

“As casas de cultura de El Salvador têm 40 anos e após a libertação do país se converteram em lugares de folclorismo e ativismo cultural. É possível que a partir de janeiro de 2015 tenhamos um ministério da cultura e a discussão de leis fundamentais para o campo da cultura (...) A boa notícia é que já conseguimos aprovar 100 mil dólares para o II Congresso [Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária]”.

César Pineda, El Salvador

EL Salvador representou pra muitos de nós a construção de um outro caminho possível. É um dos raros países dono de um movimento de esquerda que, quando assume o governo, mantém seus compromissos. Um governo deve obedecer sua gente. (...) O nome ‘Cultura Viva’ não é uma redundância e sim um grito de resistência da própria vida. ‘Los queremos vivos é o grito que ecoa no México’ [em referência os 43 jovens que desapareceram no México em setembro e foram encontrados mortos]. (...) Aproveito para celebrar que em La Paz o primeiro Congresso foi feito com 35 mil dólares e agora esse investimento vai ser triplicado”.

Célio Turino, Brasil

Alexandre Santini, um dos organizadores da Semana de Cultura Viva Comunitária, fez uma apresentação detalhada da programação do Encontro e convidou os participantes do Conselho a pensar na agenda de trabalho do grupo para esses dias. Acompanhe as novidades sobre a Semana em bit.ly/SemanaCulturaVivaComunitaria.